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quarta-feira, 6 de junho de 2007

Comunicação na Educação - Prática de Jornalismo Comunitário chega à Escola Municipal

Alunos de escola municipal produzem material para videoclipe e blog


Raphaela Ferro


Desde o início do mês de maio, alunos dos III e IV Ciclos (7ª e 8ª séries) da Escola Municipal Professor Percival Xavier Rebelo contam com o auxílio de duas alunas de jornalismo da Universidade Católica de Goiás – UCG para a produção de um videoclipe e de um blog. Os dois trabalhos foram iniciados pela professora de Língua Portuguesa, Vera Nice Neiva, que propôs a música "Where is the love" do Black Eyed Peas para as turmas do IV ciclo e a produção de um jornal para o III ciclo.


"No início achei que os alunos não fariam o trabalho, principalmente com o vídeo, mas eles me surpreenderam", afirma Vera. Alguns grupos entregaram o vídeo pronto, fizeram seqüência de imagens no tempo da música e de acordo com a letra. Ontem, 5 de junho, as universitárias gravaram depoimentos dos alunos sobre o que acharam de fazer o clipe e o que pensam sobre o tema da música, a violência. "Nosso grupo escolheu abordar a violência em família, que é muito comum hoje e muita gente aqui já passou por isso", explica a aluna Maria Priscila.


Blog
O Blog do Percival, criado pelos alunos do III ciclo da Escola com o auxílio da professora Vera e de uma das alunas de jornalismo, já está no ar com textos produzidos por eles sobre a escola e o setor Novo Horizonte. Os estudantes poderão enviar desenhos, piadas, notícias e outros textos para serem publicados no blog.

Comunicação na Educação - Prática de Jornalismo Comunitário chega à Escola Municipal

Alunos de escola municipal produzem material para videoclipe e blog
Raphaela Ferro

Desde o início do mês de maio, alunos dos III e IV Ciclos (7ª e 8ª séries) da Escola Municipal Professor Percival Xavier Rebelo contam com o auxílio de duas alunas de jornalismo da Universidade Católica de Goiás – UCG para a produção de um videoclipe e de um blog. Os dois trabalhos foram iniciados pela professora de Língua Portuguesa, Vera Nice Neiva, que propôs a música "Where is the love" do Black Eyed Peas para as turmas do IV ciclo e a produção de um jornal para o III ciclo.

"No início achei que os alunos não fariam o trabalho, principalmente com o vídeo, mas eles me surpreenderam", afirma Vera. Alguns grupos entregaram o vídeo pronto, fizeram seqüência de imagens no tempo da música e de acordo com a letra. Ontem, 5 de junho, as universitárias gravaram depoimentos dos alunos sobre o que acharam de fazer o clipe e o que pensam sobre o tema da música, a violência. "Nosso grupo escolheu abordar a violência em família, que é muito comum hoje e muita gente aqui já passou por isso", explica a aluna Maria Priscila.

Blog
O Blog do Percival, criado pelos alunos do III ciclo da Escola com o auxílio da professora Vera e de uma das alunas de jornalismo, já está no ar com textos produzidos por eles sobre a escola e o setor Novo Horizonte. Os estudantes poderão enviar desenhos, piadas, notícias e outros textos para serem publicados no blog.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Educação - Falta livros nas bibliotecas públicas

Avaliações mostram que alunos aprendem mais quando têm a oportunidade de conviver com os livros na escola

Wilson Fernandes Diogo

Bibliotecas da rede pública de ensino de Goiânia vivem crise com a falta de livros nas prateleiras. A bibliotecária Valéria Fernandes de uma escola municipal da região norte de Goiânia diz que a falta de opções de livros para os alunos contribui diretamente na qualidade do ensino. Para ela, os estudantes ficam subordinados ao que aprendem em sala de aula.

A professora de Língua Portuguesa Adriana Pereira da Silva afirma que a leitura é capaz de operar pequenos milagres, ampliando o conhecimento. Segundo Adriana, a falta de leitura atrapalha no aprendizado do estudante. "Os alunos reclamam da falta de opções nas bibliotecas e é triste ver o interesse e não ter livro disponível", afirma.

A estudante Claudia Ribeiro da Silva diz sentir-se prejudicada, por precisar da biblioteca e deparar-se com prateleiras vazias. Ela alega não ter tempo para fazer pesquisas fora da escola, visitando bibliotecas do Centro ou Campinas, onde o número de exemplares é maior.

A diretora da escola disse que enviou um ofício para a Secretaria Municipal de Educação, mas ainda não obteve resposta. Segundo ela, os pais reclamam muito. De acordo com a diretora, os alunos sentem-se prejudicados por não terem condições financeiras de pesquisar fora da escola.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Educação - Professores e disciplinas em xeque

UCG promove avaliação institucional pela internet

Raphaela Ferro

A Universidade Católica de Goiás realiza entre os dias 23 de abril e 23 de maio a avaliação do ensino-aprendizagem pela internet. Os alunos devem acessar o SOL – sistema on-line de identificação do universitário, e preencher os campos analisando a didática e a metodologia dos professores e a importância das disciplinas ministradas para a sua turma no atual semestre.

A UCG conta com a colaboração dos alunos para "avaliar, sistematizar, acompanhar e subsidiar políticas efetivas que garantam a excelência da qualidade do ensino". Na página em que os universitários poderão avaliar o método de ensino do qual participam, a universidade chama atenção para a importância da avaliação "racional e honesta" e sem julgamento de indivíduos, mas do trabalho realizado.

Jornalismo
Em reunião com os representantes das turmas matutinas do curso de jornalismo, a professora Sabrina Moreira os alertou para motivar os colegas a participarem da avaliação, que, de acordo com ela, pode provocar uma melhora de qualidade no curso. Ela enfatizou que os professores não terão conhecimento de qual aluno mostrou opinião positiva ou negativa em relação a sua matéria.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Paralisação - UEG completa 29 dias de greve

Alunos, professores e funcionários continuam na praça cívica

Raphaela Ferro

Na próxima sexta-feira, 20, a paralisação de professores e alunos da Universidade Estadual de Goiás – UEG, completa 29 dias. Os manifestantes estão acampados na Praça Cívica desde 23 de março de 2007. Eles reivindicam políticas estudantis, restaurante universitário, casa do estudante, melhor infra-estrutura, concurso para efetivação de professores e funcionários, ampliação do acervo bibliotecário, entre outros benefícios.

A paralisação é comandada pelo Fórum de Defesa da UEG . No dia 16 de abril, aniversário de oito anos da Universidade, o Fórum realizou uma assembléia com os grevistas. Os participantes decidiram, por unanimidade, manter o movimento. Os protestos irão até sexta, quando uma nova reunião irá avaliar se as manifestações prosseguem.

A aluna e participante do Fórum Tuani Aline, do 8º período de Química, afirma que, com dois dias de paralisação, o governador Alcides Rodrigues convidou representantes do fórum para conversar, mas nada foi acertado. "Pedimos uma verba imediata, mas o governo está sem dinheiro".

Tuani afirma ainda que as 12 maiores unidades estão em greve. Ela critica o fato da UEG não ter infra-estrutura, nem professores concursados. "Eu não quero passar por uma Universidade, ralando do jeito que eu ralei, e depois não ter o diploma reconhecido", enfatiza.

quarta-feira, 14 de março de 2007

O que você vai ver ser quando crescer?

Edilaine Pazini

Com o mercado de trabalho cada vez mais competitivo e o aparecimento de novas profissões, estudantes se vêem indecisos na hora da escolha. Segundo pesquisa realizada pela USP, 44,5% dos alunos abandonam o curso.

Durante toda a infância, as crianças convivem em seu mundo, rodeado de brincadeiras, fantasias e muita imaginação. Mas quando o assunto é profissão, todas parecem seguras quanto à carreira que irão seguir. Serão médicos, jogadores de futebol, astronautas, bombeiros, cientistas, policiais e professores. Todos felizes e realizados, sem dúvidas ou questionamentos.

Nem tudo continua perfeito, as perguntas crescem, junto com a pressão dos pais, amigos e professores. A escolha da carreira passa a ser o pesadelo na vida do estudante.

A psicóloga Lemídia Pereira afirma que, na maioria das vezes, os pais não conseguem se realizar profissionalmente e insistem em encontrar nos filhos a possibilidade de ter a profissão que tanto sonhavam. ''Os pais não podem deixar totalmente livre, mas não devem interferir na escolha, eles precisam mostrar os prós e contras'', aconselha ela. Segundo a psicóloga, a orientação vocacional é boa opção, pois ajuda a reunir informações e isso reflete de maneira positiva para o aluno.

Opção para os indecisos

Para auxiliar os alunos na sua escolha, a tendência é que os colégios ofereçam cada vez mais disciplinas optativas voltadas ao mercado de trabalho. Matérias como Linguagem Arquitetônica, Biologia Experimental, noções de Direito, Linguagem Fotográfica e Comunicação e Marketing já estão no currículo de algumas escolas particulares do País.

A escolha é realmente difícil. No Brasil, são 150 opções de cursos diferentes, o que faz com que as dúvidas se juntem a tantas oportunidades.

Por esse motivo, tantos jovens entram na faculdade e abandonam ou vivem insatisfeitos com o curso que escolheram. Este é o caso do estudante Pedro Henrique Teodoro, 20. Ele sempre teve aptidão para o desenho, tanto é que começou o curso de Artes Visuais. Porém, por pensar em retorno financeiro, resolveu optar pela carreira militar – área pela qual também sempre manifestou interesse. “Sempre tive vontade de prestar um concurso, especialmente nesta área. Hoje, vejo que fiz a escolha certa”, avalia. Quanto ao amor pelos desenhos, Pedro resigna-se: “Os desenhos, vou deixar para quando me aposentar”.

A idade também é um grande problema, pois ainda durante a adolescência é preciso decidir, em meio à pressão do vestibular, o futuro profissional. O estudante Ricardo Pegoraro, 20, conviveu com o problema da idade. Ele entrou na faculdade aos 16. "Quando passei no vestibular era muito imaturo e aventureiro, queria fazer tudo com as próprias mãos".

O estudante cursou Biologia e Direito, desistiu dos dois, foi trabalhar na área empresarial e iniciou o curso de Administração. "Senti a necessidade de voltar a estudar, já estava na área e tinha um bom emprego. Hoje sei que vou ser um bom profissional, pois estou fazendo o curso que quero”, acredita.

USP explica fatores que desestimulam estudantes

Edilaine Pazini

A dança dos estudantes, segundo a USP, é motivada por diversos fatores.
· 30,7% não gostam da estrutura que o curso oferece,
· 13,4% desistem pela insatisfação com o mercado de trabalho e profissão, e
· 10,5% por razões pessoais.

José Fernandes da Cunha, 28, viveu de tudo isso um pouco. Estudante de Jornalismo da UFG, prestou vestibular para quatro cursos diferentes – Arquitetura, Engenharia Civil, Artes Visuais e Direito – começou a fazer três dos quatro, mas não chegou a concluir nenhum deles. "Já trabalhava na área de comunicação e vi que essa mania de trocar de curso não iria me levar a nada, enquanto não tivesse uma graduação, perderia muitas oportunidades de crescimento'', lembra ele.

Cursando agora jornalismo, ele garante que o curso não o chateia - mas não responde se gosta – só garante que dessa vez pretende terminar. Com tantas experiências, José Fernandes aconselha: ''a solução para os jovens que ainda não têm certeza do que querem, é acompanhar um profissional da área e analisar as possibilidades''.

Alunos do PROJOVEM participarão de dia temático

Luciano Joka

No próximo sábado, 17 de março, os alunos do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem) participarão de um dia Temático. Serão realizadas oficinas nas áreas de alimentação, saúde, qualidade de vida e artes, promovidas por professores e coordenadores do Programa, como resultado prático do Curso de Formação de Articuladores Sociais, ministrado pela Fundação Roberto Marinho no começo do mês.

O local escolhido é a Escola Municipal Engenheiro Félix da Silva, no Jardim Europa. As atividades visam a articulação de diversos setores sociais para promover atividades educativas e culturais com os jovens. Será uma oportunidade de experimentação, socialização de experiências e de mobilização comunitária.

O PROJOVEM foi implantado em Goiânia há um ano, em parceria com o Governo Federal, com o objetivo de dar escolarização, qualificação profissional e promover o desenvolvimento de ações comunitárias. Participam jovens entre 18 e 24 anos que ainda não concluíram o Ensino Fundamental. Os cursos oferecidos têm duração de doze meses e durante o programa o aluno recebe uma bolsa auxílio no valor de 100 reais.