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quarta-feira, 18 de abril de 2007

Educação - UEG prevê R$ 2 milhões para investimento imediato

Luiz Antônio Arantes, reitor da universidade avalia o recurso R$ 2 milhões para reforma infra-estrutural

Marina Dutra

Além da reorganização dos laboratórios e bibliotecas da UEG, Arantes anunciou a realização de um concurso público para provimento de 475 vagas para professores. A instituição conta com 1.456 vagas para docentes, e com os aprovados chegará a ter dois terços do quadro efetivo de funcionários.

Alunos e servidores da universidade já demonstraram mais ânimo diante de alguns pedidos atendidos, mas afirmam que não é o suficiente para voltar à normalidade. "A reivindicação por meia passagem para transporte intermunicipal, ainda não foi cogitada", afirma o estudante de fisioterapia Hermon Paes, 19 anos.

Outras medidas como a realização de um Seminário Interno, previsto para o próximo mês, dividido em três etapas, irá tratar da reorganização do projeto pedagógico da universidade. Pessoas experientes da área de educação serão convidadas para discutir políticas de ensino, pesquisa e extensão para ser repassado ao Conselho Estadual de Educação.


A estudante de química da unidade de Anápolis, Camila Ventura, 20 anos, espera que essas providências sejam um impulso para o governo dar mais atenção aos estudantes e funcionários que completam na sexta-feira, 29 dias de greve.

Os manifestantes que se encontram na Praça Cívica irão realizar uma passeata nessa quinta-feira, no centro da cidade, e Assembléia Geral na sexta-feira, para decidirem se continuam em greve.

Paralisação - UEG completa 29 dias de greve

Alunos, professores e funcionários continuam na praça cívica

Raphaela Ferro

Na próxima sexta-feira, 20, a paralisação de professores e alunos da Universidade Estadual de Goiás – UEG, completa 29 dias. Os manifestantes estão acampados na Praça Cívica desde 23 de março de 2007. Eles reivindicam políticas estudantis, restaurante universitário, casa do estudante, melhor infra-estrutura, concurso para efetivação de professores e funcionários, ampliação do acervo bibliotecário, entre outros benefícios.

A paralisação é comandada pelo Fórum de Defesa da UEG . No dia 16 de abril, aniversário de oito anos da Universidade, o Fórum realizou uma assembléia com os grevistas. Os participantes decidiram, por unanimidade, manter o movimento. Os protestos irão até sexta, quando uma nova reunião irá avaliar se as manifestações prosseguem.

A aluna e participante do Fórum Tuani Aline, do 8º período de Química, afirma que, com dois dias de paralisação, o governador Alcides Rodrigues convidou representantes do fórum para conversar, mas nada foi acertado. "Pedimos uma verba imediata, mas o governo está sem dinheiro".

Tuani afirma ainda que as 12 maiores unidades estão em greve. Ela critica o fato da UEG não ter infra-estrutura, nem professores concursados. "Eu não quero passar por uma Universidade, ralando do jeito que eu ralei, e depois não ter o diploma reconhecido", enfatiza.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Universidade - Crise na UEG provoca manifestação


Professores e alunos se revoltam com condições precárias e fazem protesto exigindo soluções para o problema
Adriana Carvalho
Alunos e professores da Universidade Estadual de Goiás (UEG) estão há alguns dias fazendo uma manifestação em prol de melhorias para a instituição. No último mês, eles estiveram na Assembléia Legislativa e no Palácio das Esmeraldas para reivindicar seus direitos.

Vários problemas afetam a faculdade na capital e no interior, como a falta de estrutura física e material, pagamentos atrasados e biblioteca em estado precário. Em Morrinhos, alguns alunos estão tendo aulas no teatro da instituição e as bolsas de iniciação científica não estão sendo pagas.

"A UEG se encontra numa situação muito difícil, falta estrutura e vive uma crise", afirma Felipe Serra, estudante de História. Apesar das dificuldades, ele relata que a UEG não oferece menos privilégio do que as universidades particulares. Mesmo assim, protesta exigindo do governo mais dedicação, para que a universidade possa oferecer melhores recursos para um bom aprendizado.

Na UEG há um conselho formado por professores e alunos com o objetivo de tomar decisões, mas os alunos se sentem em minoria e eles querem uma representação maior.

Diante dessa nova manifestação em favor da UEG, professores e alunos esperam uma posição do Reitor Luíz Antônio Arantes no sentido de solucionar os problemas apresentados.