quarta-feira, 2 de maio de 2007

Esportes - Atlético chega a final do goianão

Desde 1988 sem ganhar um título estadual, o Atlético Goianiense necessita da vitória para ser campeão

Lara Machado


Com 70 anos de história no futebol goiano e dono de nove títulos no goianão, o Atlético Goianiense luta contra o jejum de 19 anos sem conquistar o título do Campeonato Goiano.
O clube conta com o melhor ataque do campeonato, fez 47 gols ao longo do torneio, sofreu 25 e têm ainda o maior artilheiro, Fábio Oliveira, que balançou as redes adversárias 17 vezes.

Das 107 partidas do campeonato o Atlético disputou 20 delas, ganhou 11, perdeu quatro e empatou cinco. No primeiro jogo da final, o Atlético conseguiu apenas um empate de 2 a 2 contra o Goiás, e agora o dragão precisa da vitória sobre o time esmeraldino.

A maior expectativa fica por conta dos torcedores e simpatizantes do time. O funcionário público Thiago Queiroz fala sobre a ansiedade de ter de esperar até domingo pela grande final. "Desde janeiro estou esperando por esse momento, são mais de três meses na espera".
Os torcedores do Vila Nova dizem que, como o tigre não chegou à final, a alternativa que sobra é torcer pelo Atlético. "O Goiás não pode ser o campeão, fez uma boa campanha, mas o Atlético têm que ser o campeão" afirma a funcionária pública0 Wilana Silva, que não torce pelo Atlético.

O último jogo da final acontece no próximo domingo, 6, no Estádio Serra Dourada.

Saúde - Falta de medicamentos no Juarez Barbosa

Falta de remédios podem agravar doenças e até causar a morte de pacientes

Giulliana Fagundes

A Central de medicamentos Juarez Barbosa, que tem a finalidade de fornecer, gratuitamente, remédios de alto custo para a população, recebe diariamente reclamações sobre a falta de medicamentos. De acordo com Isaac Benchimol, faltam remédios relacionados, principalmente, a doenças graves.

Existem atualmente cerca de 25 mil pessoas cadastradas na Central, que fornece remédios para 40 tipos de doenças. Mas, a realidade é outra, pois a maioria das pessoas que chegam ao centro de distribuição em busca de medicamentos, saem do local sem os remédios solicitados.

Mirian Bernadete Barros, moradora de Trindade, sofre de diabetes, hipertensão e faz hemodiálise. Ela precisa urgentemente de medicamentos para tratar as doenças e recorreu à central Juarez Barbosa. A falta do medicamento pode agravar seu estado de saúde.

Segundo o diretor geral da Central de Medicamentos Juarez barbosa, Dr. Luiz Edgar, a solução do problema ainda levará alguns meses.

Moda - Havaianas lança nova coleção de meias

Havaianas Socks lança coleção outono-inverno com modelo exclusivo para toda a família. Design inovador possibilita uso com chinelos de dedo
Edilaine Pazini

As femininas combinam toque e visual, macias e em cores vibrantes, lisas ou com estampas. O destaque fica para a linha em tonalidades de inverno como branco, bege, vinho, preto e gelo. As masculinas ressaltam a linha Soft, atoalhada e em cores vivas e quentes, como o vermelho tomate e o azul royal. Já nos modelos infantis, a novidade é a kids, que podem combinar com as meias da mamãe.

E já que a moda e a responsabilidade pela preservação do meio ambiente andam lado a lado, a linha Havaianas Socks Ipê, com belas estampas de animais brasileiros, destinam 5% das vendas líquidas para o IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, que atua na conservação da Mata Atlântica.

Educação - Encontro discute ensino voltado para jovens e adultos

Luciano Joka

O VI Encontro Estadual do Fórum Goiano de Educação de Jovens e Adultos será realizado entre os dias 3 e 5 de maio, no Centro Pastoral Dom Fernando em Goiânia, com o tema EJA- Educação Básica e Formação Continuada.

Durante o evento serão realizadas atividades culturais do modelo de educação para jovens e adultos, palestras com temática voltada ao Fórum, grupos de trabalho, socialização de experiências, exposição das ações desenvolvidas nos municípios de Goiás, painéis, oficinas e mini-cursos referentes ao assunto.

A estimativa é que 350 pessoas, entre coordenadores, professores, gestores, educadores populares, apoios pedagógicos, estudantes, professores universitários e demais interessados na temática participem do encontro.

O Fórum é composto pela Secretaria Estadual de Educação e algumas secretarias e conselhos municipais de educação do estado de Goiás além das Universidades Católica e Federal de Goiás e Faculdade Araguaia.

A solenidade de abertura acontecerá amanhã, 3, às 18h30, no auditório da Câmara Municipal de Goiânia. As inscrições podem ser feitas na Secretaria Municipal de Educação, situada na Rua 226, nº 794, Setor Leste Universitário. Maiores informações pelo telefone 3524-8923.

Evento: Abertura do Encontro Estadual do Fórum Goiano de EJA
Data: 03/05 (quinta-feira)
Horário: 18h30
Local: auditório da Câmara Municipal de Goiânia

Agepel recebe novos projetos de incentivo à cultura

Lei Goyazes atende parcela ainda menor de artistas goianos

Desirée Rosa

A Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico Teixeira (Agepel) recebe inscrições, do dia 2 a 15 de maio, de novos projetos culturais que queiram ser beneficiados com a Lei Goyazes.

De acordo com o gestor de finanças e controle da Agepel, Wander Cassiano, qualquer pedido em âmbito cultural pode ser apresentado. "Projetos de música, de artes plásticas, de montagem de espetáculos teatrais, de realização de exposição fotográfica, de apresentação de dança, de produção de filmes, de restauração arquitetônica e de lançamento de livros podem ser beneficiados", acrescenta.

A Lei Goyazes vigora no Estado desde maio de 2000. É resultado de um trabalho de pesquisa realizado em todo o País, por uma comissão nomeada pelo governo de Goiás. A legislação procurou adequar-se a realidade do Estado e produzir o que há de mais moderno e abrangente em termos de normatização do incentivo à produção cultural.

Porém, quanto aos investimentos, Wander Cassiano relata que houve uma redução drástica do limite para o ano. "Em 2003, tínhamos uma cota de quase 500 mil reais, hoje com a atual administração foi feito um corte que reduziu para menos de 200 mil reais".

O gestor da Agepel afirma que, "o patrocínio da Lei Goyazes não consegue atender a demanda de projetos culturais goianos". Ele acredita que essa dificuldade é conseqüência dos problemas administrativos do governo estadual.

Os interessados em concorrer ao benefício deverão encaminhar os projetos à Secretaria do Programa Goyazes - no Cento Cultural Marieta Teles. Outras informações: (62) 3201-4666.

Educação - Professores e disciplinas em xeque

UCG promove avaliação institucional pela internet

Raphaela Ferro

A Universidade Católica de Goiás realiza entre os dias 23 de abril e 23 de maio a avaliação do ensino-aprendizagem pela internet. Os alunos devem acessar o SOL – sistema on-line de identificação do universitário, e preencher os campos analisando a didática e a metodologia dos professores e a importância das disciplinas ministradas para a sua turma no atual semestre.

A UCG conta com a colaboração dos alunos para "avaliar, sistematizar, acompanhar e subsidiar políticas efetivas que garantam a excelência da qualidade do ensino". Na página em que os universitários poderão avaliar o método de ensino do qual participam, a universidade chama atenção para a importância da avaliação "racional e honesta" e sem julgamento de indivíduos, mas do trabalho realizado.

Jornalismo
Em reunião com os representantes das turmas matutinas do curso de jornalismo, a professora Sabrina Moreira os alertou para motivar os colegas a participarem da avaliação, que, de acordo com ela, pode provocar uma melhora de qualidade no curso. Ela enfatizou que os professores não terão conhecimento de qual aluno mostrou opinião positiva ou negativa em relação a sua matéria.

Comportamento - Mães, mulheres e guerreiras em muitas jornadas

Conciliar o papel de mãe com o de dona de casa, esposa e ainda trabalhar fora de casa, é o papel das mulheres de hoje

Ana Paula Calvo

A mulher desempenha um trabalho fora do lar para ajudar no orçamento doméstico, ou para ter a própria independência financeira. Essa escolha exige sacrifícios. Ela é obrigada a se ausentar de casa e da companhia dos filhos por períodos longos.

A radialista Telma de Oliveira optou trabalhar fora para ter sua independência financeira. “No início, meu marido não concordou muito, pois achava que não tinha necessidade, mas eu precisava dessa realização pessoal e também profissional”, enfatiza. Ela só lamenta pelo pouco tempo que tem para ficar com os filhos.

Segundo a psicóloga, Lazara Ventura, o trabalho da mulher envolve a séria condição de assimilar o que se passa no mundo. “Ela precisa estar constantemente envolvida com o lado humano das pessoas. A profissional, a mãe e dona de casa, precisa descansar, estar mais presente em casa, envolvida com o acompanhamento das atividades dos filhos”.

Telma não é a única a sofrer com esse problema. A produtora de eventos, Nemizia dos Santos, também é obrigada a deixar sua filha de apenas 2 anos em uma creche, em período integral, para que possa seguir sua profissão. Ela conta que a casa é sustentada só por ela.