Lei de cotas abre oportunidades para portadores de deficiência, mas muitas empresas precisam se preparar para recebê-los
Wilson Fernandes Diogo
A Lei de Cotas surgiu em 2001 para atender as necessidades do deficiente inserido no mercado de trabalho. Mas, passados 6 anos, muitas empresas ainda não se adequaram a essa nova regra. A norma determina que a cada cem funcionários, 2 devem ser portadores de algum tipo de deficiência. Para a empresa que possuir mais de mil funcionários, 5% das vagas devem ser destinadas a portadores de necessidades especiais.
A Lei de Cotas surgiu em 2001 para atender as necessidades do deficiente inserido no mercado de trabalho. Mas, passados 6 anos, muitas empresas ainda não se adequaram a essa nova regra. A norma determina que a cada cem funcionários, 2 devem ser portadores de algum tipo de deficiência. Para a empresa que possuir mais de mil funcionários, 5% das vagas devem ser destinadas a portadores de necessidades especiais.
A legislação ajuda no combate ao preconceito e estimula a criação de oportunidades de trabalho. Luciana Carvalho é atendente de call center e se sente feliz em estar empregada. Ela passou por cursos de qualificação profissional e testes psicológicos.
De acordo com Luciana, no início sentiu bastante preconceito por parte dos demais funcionários. "As pessoas achavam que não tínhamos nenhuma capacidade". A moça já está trabalhando há dois anos. "Foi a maior vitória que já conquistei", acrescenta.
Bem estar social
A auxiliar administrativa do Setransp (Sindicato das empresas de Transporte Coletivo de Goiânia), Simone Dias Coutinho, afirma que, "a empresa ainda não se adequou a lei, mas já realizou uma seleção para a contratação de funcionários". Ela afirma que os deficientes ainda não fazem parte do quadro de funcionários porque o espaço ainda não está adaptado. Simone completou que, "a empresa está sendo reformada e quando for concluída, eles serão contratados", garante.
A psicóloga Karinne Castro de Alencar afirma que, "é necessário fazer uma reflexão e verificar se realmente as empresas estão preparados para receber esse público". A preocupação da psicóloga é com o preconceito que eles podem sofrer.
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