quarta-feira, 14 de março de 2007

Os perigos dos empréstimos pessoais

Consumidores buscam nos financiamentos uma solução para os problemas

Wilson Fernandes Diogo


A facilidade de conseguir um empréstimo pessoal vem atraindo a população. Ao andar pelas principais ruas do centro da cidade você se depara com muitos bancos e financeiras. Em cada esquina tem uma ou mais pessoas distribuindo folders, todos oferecendo um empréstimo, com desconto em folha. A cada dia que passa, mais financeiras abrem portas no comércio em Goiânia. Geralmente são juros baixos e parcelas a perder de vistas.

Economistas fazem um alerta quanto aos cuidados a serem tomados. Muitas pessoas acham que vão sair do vermelho ao fazer um empréstimo e acaba afundando ainda mais em dívidas. De acordo com a economista Liliane de Castro Siqueira, nem sempre isso é a solução. É preciso colocar tudo no papel e verificar se realmente é necessário fazer um compromisso desses e se realmente vale a pena.

O funcionário público Marcelo Henrique de Sousa fez um empréstimo pessoal em 36 parcelas achando ser a solução dos seus problemas, mas infelizmente a situação para ele piorou. Ele disse que está complicado manter as parcelas em dia, já que mora de aluguel. "Estou com cinco parcelas em atraso e toda semana chega uma carta de cobrança, meu nome já está no SPC e na Serasa". Ele se diz arrependido, mas não tem como voltar atrás. "Hoje eu não cairia nessa", diz Marcelo.

A aposentada Maria Aparecida Fernandes quase caiu nessa, se não fosse a intervenção do filho teria feito um empréstimo no valor de 2 mil reais para pagar uma viagem. "As facilidades para pagar me chamaram a atenção". O filho da aposentada que é contabilista a alertou de que não seria viável, pois apesar das taxas de juros chamar a atenção, o juro acumulado ao longo dos 36 meses ultrapassa os 144%.

Liliane orienta a população a buscar outros meios. "Fazer um empréstimo só em último caso". De acordo com a economista, antes de pegar dinheiro em bancos e principalmente em financeiras, procurar saber se há reclamação nos órgãos de defesa do consumidor, no caso o Procon. Caso se sintam lesados, procurar buscar seu direitos.

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