quarta-feira, 21 de março de 2007

Cobrança - Shoppings da capital voltam a cobrar estacionamento

Grandes shoppings de Goiânia iniciam a cobrança de estacionamento e clientes se divergem nas opiniões


Ludmilla Tuicco


Na última segunda-feira, 19, dois grandes shoppings de Goiânia voltaram a cobrar o tempo de estacionamento de seus clientes. O preço é considerado absurdo por muitos motoristas, R$ 2,50 o período de três horas.

O Supremo Tribunal Federal julgou procedente a cobrança desde o dia nove de fevereiro deste ano, mas o projeto somente foi colocado em prática nesta semana. Luiz Carlos Rodrigues diz não ser contra a cobrança pelo estacionamento, mas não está de acordo com os valores. "Acho o preço muito alto, apesar do tempo máximo ser de três horas, haverá pessoas que utilizarão somente 30 ou 40 minutos desse período".

Segundo o gerente do Procon, Cássio Machado Alves Bezerra, a posição do Procon diante da decisão da justiça é de apenas fiscalizar a qualidade do serviço prestado ao consumidor, de garantir a boa relação de ambas as partes. Mas alerta que a instituição deve se responsabilizar pelos bens guardados.

O estudante Wilson Fernandes demonstra indignação, "Além dos preços dos shoppings serem altíssimos, teremos que pagar também estacionamento. Daqui a pouco vão querer cobrar para ir ao banheiro. É simples resolver este problema: só deixar de freqüentar. Só estão fazendo isso porque vendem bem. Se as vendas estivessem ruins, não estariam enfiando a mão no nosso bolso descaradamente.

Já o empresário Walter Vieira é totalmente a favos da cobrança. "Quem protesta são aqueles que só vão lá para bater perna. Quem gasta e dá lucro não reclama, pois é melhor ser atendido sem muvuca. Se cobrasse pedágio de quem não gasta, não precisaria cobrar estacionamento de quem dá lucro para as lojas.

Luiz Eduardo Laurias é gerente de uma grande loja dentro de um dos shoppings que acataram a decisão. Segundo Luiz, o fluxo de clientes não diminuiu com a cobrança e diz não temer que o movimento caia. "Acho que a administração deveria ter esperado um pouco mais para colocar em prática tal projeto. Os meses de fevereiro, março e agosto geralmente são os piores para o comércio, as vendas ficam em um nível muito baixo, e talvez o estacionamento pago possa influenciar de uma certa forma nestes níveis."

O gerente ainda conta que a cobrança pelo estacionamento ajudará de certa forma nas vendas. Há clientes que vem ao shopping para comprar algo, mas desiste de entrar porque não há vagas. Elas estão sendo ocupadas por aqueles que só vem visitar as lojas.

Lívia Nunes, 18, é freqüentadora assídua dos shoppings da cidade e afirma que a partir de agora a rotina vai mudar. "Evitarei ao máximo ir ao shopping, sou contra a cobrança desta taxa. Já está incluso no preço final da mercadoria o serviço de segurança, ar-condicionado, aluguéis de salas. Não irei mais fazer compras se eles cobrarem estacionamento".

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