Hacksa Oliveira
Carro com três jovens bate contra poste de luz e cai dentro do Ribeirão Anicuns na Avenida Marechal Rondon, divisa dos setores Fama e Urias Magalhães
Capotamento causa a morte da costureira Valéria Borges, 34. O acidente ocorreu ontem, por volta das 5h30, quando o carro em que estava se chocou contra poste e caiu dentro do Ribeirão Anicuns, na divisa dos setores Fama e Urias Magalhães. O carro era conduzindo pelo digitador Ricardo de Oliveira Ribeiro,29, e com ele estavam Alessandro Paulo Ferreira,32. Os dois tiveram ferimentos leves e receberam alta no início da tarde.
Ricardo dirigia um Celta, cor preta, placa NGW 8582 de Goiânia. Ele descia a Avenida Marechal Rondon em direção ao Setor Urias Magalhães, quando supostamente perdeu o controle do veículo e foi parar dentro do córrego. Testemunhas informaram que Valéria estava no banco do passageiro e após a queda ficou presa nas ferragens. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas quando chegou ao local a vítima não foi encontrada com vida.
De acordo com testemunhas, Alessandro estava no banco de traseiro do carro. Segundo o Capitão do Corpo de Bombeiros, Costa Franco, o veículo estava em alta velocidade. "Tudo indica que o jovens estavam disputando um racha", diz. Em entrevista à imprensa, Ricardo disse que voltava de um bar e que outro carro provocou o acidente.
Durante o início da manhã, um grupo de moradores da região estiveram no local. A pista foi interditada pela Polícia Militar (PM), mas liberada minutos depois. Um grupo de médicos, enfermeiros e soldados foram usados durante a operação. Os salva-vidas demoraram cerca de 15 minutos para fazer os procedimentos de urgência e encaminhá-los ao Hugo.
quarta-feira, 2 de maio de 2007
Comportamento - Adolescência, o despertar para um mundo novo
Fase onde acontecem diversas mudanças físicas, psicológicas e comportamentais. Uma etapa da vida que muitos insistem em chamar de “aborrencência”
Wilson Fernandes Diogo
Wilson Fernandes Diogo
A adolescência, entre os 10 e 19 anos, é a fase da vida onde os jovens passam por transformações, buscando uma redefinição como pessoa. A busca de identidade é um momento de crise e desequilíbrios, uma transição da idade infantil para a adulta, na qual é normal o jovem apresentar um certo isolamento social.
A psicóloga Karinne Castro de Alencar disse que nessa fase de transição, os adolescentes apresentam mudanças em seu comportamento, ficando mais rebeldes e apresentando atitudes reveladoras de astúcia e ousadia, contrastando com a timidez. “ Eles não tem certeza do que querem”, afirma.
Ela acrescentou que os adolescentes ficam muito desinteressados e apáticos, que podem repercutir nas adaptações familiares, escolares e profissionais. Isso faz com que as vezes eles afastam da família e da escola. “Nesse período muitos acham que são donos de seus próprios narizes”, afirma.
Karinne disse ainda que a adolescência é o tempo no qual o jovem decide sua sexualidade, agride e desvaloriza os pais preferindo seus modelos de identificação, seus ídolos. “Eles preferem estar em grupos e não com a família”, afirma. A psicóloga disse que os pais devem buscar entender essa transição e não discriminar as ações de seus filhos, sempre conversar e direcioná-los para os melhores caminhos”.
Segundo ela os adolescentes buscam contrariar seus pais, desejando colocar brincos e tatuagens por todo o corpo para inserir em determinado grupo. Para Karinne o legal seria, os pais tentar resolver os problemas sem maiores confusões, dando aos filhos responsabilidades, fazendo com que eles assumam a direção de suas próprias vidas
A psicóloga Karinne Castro de Alencar disse que nessa fase de transição, os adolescentes apresentam mudanças em seu comportamento, ficando mais rebeldes e apresentando atitudes reveladoras de astúcia e ousadia, contrastando com a timidez. “ Eles não tem certeza do que querem”, afirma.
Ela acrescentou que os adolescentes ficam muito desinteressados e apáticos, que podem repercutir nas adaptações familiares, escolares e profissionais. Isso faz com que as vezes eles afastam da família e da escola. “Nesse período muitos acham que são donos de seus próprios narizes”, afirma.
Karinne disse ainda que a adolescência é o tempo no qual o jovem decide sua sexualidade, agride e desvaloriza os pais preferindo seus modelos de identificação, seus ídolos. “Eles preferem estar em grupos e não com a família”, afirma. A psicóloga disse que os pais devem buscar entender essa transição e não discriminar as ações de seus filhos, sempre conversar e direcioná-los para os melhores caminhos”.
Segundo ela os adolescentes buscam contrariar seus pais, desejando colocar brincos e tatuagens por todo o corpo para inserir em determinado grupo. Para Karinne o legal seria, os pais tentar resolver os problemas sem maiores confusões, dando aos filhos responsabilidades, fazendo com que eles assumam a direção de suas próprias vidas
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Telefonia -Vivo é líder em Goiás
Segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicação, a operadora tem 36% de participação no mercado goiano.
Karolinne Rodrigues
Um levantamento feito pela Anatel mostrou que a Vivo é a empresa líder não só no mercado goiano, mas também lidera a telefonia celular no país, com 28,4% de participação.
Em Goiás, a operadora deixou pra trás a Claro, com 32,3%, BrasilTelecom que representa 17% e a TIM, com mercado de 14,3%. Já no mercado brasileiro, a empresa tem uma participação maior, principalmente nos estados em que a Vivo está autorizada a operar pelo órgão regulador.
Mercado
Em janeiro, o Brasil chegou à marca de 100 milhões em aparelhos móveis. Em 2006, o setor obteve uma alta de 15,8% sobre 2005. Segundo a Anatel, de 1997 pra cá, a telefonia móvel conquistou 96,2 milhões de usuários.
Investindo maciçamente em campanhas publicitárias nas datas comemorativas e promoções, onde aparelhos custam até R$10, dependendo do plano escolhido na compra, essas empresas oferecem tarifas especiais e minutos que chegam até 2008.
Quem ganha com essa competição são os consumidores, que têm maior opção de produtos e planos. Foi o caso de Ana Elisa, 18. “Ao comprar meu celular, pesquisei bastante, no final escolhi o aparelho que queria e ainda ganhei créditos”, comemora.
Oportunidade - Prazo do concurso da prefeitura termina dia 6
Prefeitura de Goiânia encerra inscrições para o concurso da COMDATA e COMOB no próximo dia seis
Denise Rasmussen
A Prefeitura de Goiânia abriu concurso público para provimento de 415 vagas. Das vagas, 50 são destinadas ao quadro de pessoal da Companhia de Processamento de Dados do Município de Goiânia, COMDATA, e 365 para o quadro pessoal da Companhia de Obras e Habitação do Município de Goiânia, COMOB. A data das provas serão de acordo com cada nível pretendido.
O valor das taxa de inscrição varia de 20 a 80 reais. São oferecidas vagas para níveis de ensino alfabetizado, fundamental, médio e superior. Os candidatos portadores de deficiências terão 5% das vagas garantidas, de acordo com a função.
As inscrições estão sendo feitas somente pela internet desde o dia 23 do mês passado. O prazo termina dia seis de maio, exceto para os candidatos a cargos de ensino fundamental, 4ª série e alfabetizado que podem fazer até o dia quatro de maio, pessoalmente, nas agências de atendimento da Secretaria Municipal de Finanças.
O candidato que fizer sua inscrição pela internet terá confirmação após pagamento do boleto bancário emitido. Informações podem ser obtidas através dos sites www.cia.concurso.goiania.go.gov.br e www.cs.ufg.br ou pelo telefone 0800-6460-156. A elaboração das provas, impressão, gabarito, aplicação, segurança, fiscalização, correção, resposta aos recursos e emissão dos resultados serão de responsabilidade da Universidade Federal de Goiás.
Denise Rasmussen
A Prefeitura de Goiânia abriu concurso público para provimento de 415 vagas. Das vagas, 50 são destinadas ao quadro de pessoal da Companhia de Processamento de Dados do Município de Goiânia, COMDATA, e 365 para o quadro pessoal da Companhia de Obras e Habitação do Município de Goiânia, COMOB. A data das provas serão de acordo com cada nível pretendido.
O valor das taxa de inscrição varia de 20 a 80 reais. São oferecidas vagas para níveis de ensino alfabetizado, fundamental, médio e superior. Os candidatos portadores de deficiências terão 5% das vagas garantidas, de acordo com a função.
As inscrições estão sendo feitas somente pela internet desde o dia 23 do mês passado. O prazo termina dia seis de maio, exceto para os candidatos a cargos de ensino fundamental, 4ª série e alfabetizado que podem fazer até o dia quatro de maio, pessoalmente, nas agências de atendimento da Secretaria Municipal de Finanças.
O candidato que fizer sua inscrição pela internet terá confirmação após pagamento do boleto bancário emitido. Informações podem ser obtidas através dos sites www.cia.concurso.goiania.go.gov.br e www.cs.ufg.br ou pelo telefone 0800-6460-156. A elaboração das provas, impressão, gabarito, aplicação, segurança, fiscalização, correção, resposta aos recursos e emissão dos resultados serão de responsabilidade da Universidade Federal de Goiás.
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Saúde - Tuberculose na África é tema de pesquisa da USP
Com o surgimento da HIV/AIDS, doença ganha outras dimensões nos países desenvolvidos e em desenvolvimento
Edilaine Pazini
Analisar as ações da Luta Contra Tuberculose na República da Guiné-Bissau dentro do Sistema Nacional de Saúde, foi o objetivo da dissertação de mestrado "Vigilância epidemiológica da tuberculose na República da Guiné-Bissau", defendida pelo médico Cristóvão Manjuba, na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, no último dia 23 de Abril de 2006.
Este fato motivou o pesquisador africano a fazer um estudo exploratório descritivo que consistiu no diagnóstico da situação de tuberculose no país, no período de 2000 a 2005, mediante levantamento das informações secundárias dos principais indicadores epidemiológicos e operacionais mais utilizados no país. Foram feitos cálculos de coeficientes e taxas, assim como a padronização pelo método direto de coeficientes de incidência de casos bacilíferos, para comparação.
Conclusão da pesquisa
O resultado da pesquisa identificou que no período de estudo, foram registrados 10.623 casos de tuberculose. O menor coeficiente de incidência de tuberculose foi de 116,4/100.000 habitantes, no ano de 2003, e o mais alto foi de 131,3/100.000 habitantes, em 2005. O maior coeficiente de mortalidade registrado foi de 16,8/100.000 habitantes, em 2005. A maior taxa de letalidade foi de 15,9%, em 2005, e a mais baixa, de 6,5%, em 2003.
A pesquisa concluiu que a busca ativa de sintomáticos respiratórios ainda é baixa, assim como a cobertura da estratégia DOTS, por possíveis problemas técnicos operacionais. Há necessidade da melhoria do diagnóstico no país, sobretudo da forma clínica extrapulmonar, e de um sistema de notificação e informação eficiente em todos os níveis.
Com informações da Assessoria de Comunicação da Faculdade de Saúde Pública - FSP/USP
Com informações da Assessoria de Comunicação da Faculdade de Saúde Pública - FSP/USP
Transporte - Tumulto no Eixo Anhanguera
Tarifa reduzida lota plataformas do eixo Anhanguera e causa tumultos
Edilaine Pazini
Durante a semana, quem passa pelas plataformas do Eixo Anhanguera de Goiânia costuma se deparar com longas filas. Os usuários reclamam que os ônibus passam sempre lotados. "Como conseqüência, um grande número de pessoas fica parada nestes locais e acaba chegando atrasada ao local de trabalho", comenta o usuário Almir Silva.
O problema se agrava das 6h30 às 8h30 e no fim da tarde, em horário de saída do serviço. "Às 18h, quando volto para casa, é uma tristeza. Já cheguei a ficar meia hora esperando ônibus. Eles até passam com certa freqüência, mas muitas vezes chegam tão lotados que não dá nem para entrar", afirma a empregada doméstica Sara dos Santos.
O comerciante Lindomar Vieira, que utiliza a linha quando tem consulta marcada com fisioterapeuta, afirma que é muito difícil conseguir lugar para sentar. "Tenho problema de coluna e utilizo o ônibus quando vou fazer fisioterapia. É muito raro ter bancos vazios", reclama.
Redução da tarifa: benefício ou desconforto?
A diarista Maria José, conta que costuma sair meia hora mais cedo de casa para não chegar atrasada ao trabalho devido ao ônibus. Ela comenta que a queda da tarifa, de R$ 1,80 para R$ 0,45, só aumentou o tumulto. "Prefiro pagar mais caro e ter mais conforto do que pagar barato e viver como sardinha".
Já o desempregado Hélio Dias ressalta que o preço da tarifa, agora mais barato, é de grande ajuda para ele que, no momento, está com problemas financeiros. "Saio todos os dias para procurar emprego, se a tarifa do eixo aumentar nem sei como vai ser".
Edilaine Pazini
Durante a semana, quem passa pelas plataformas do Eixo Anhanguera de Goiânia costuma se deparar com longas filas. Os usuários reclamam que os ônibus passam sempre lotados. "Como conseqüência, um grande número de pessoas fica parada nestes locais e acaba chegando atrasada ao local de trabalho", comenta o usuário Almir Silva.
O problema se agrava das 6h30 às 8h30 e no fim da tarde, em horário de saída do serviço. "Às 18h, quando volto para casa, é uma tristeza. Já cheguei a ficar meia hora esperando ônibus. Eles até passam com certa freqüência, mas muitas vezes chegam tão lotados que não dá nem para entrar", afirma a empregada doméstica Sara dos Santos.
O comerciante Lindomar Vieira, que utiliza a linha quando tem consulta marcada com fisioterapeuta, afirma que é muito difícil conseguir lugar para sentar. "Tenho problema de coluna e utilizo o ônibus quando vou fazer fisioterapia. É muito raro ter bancos vazios", reclama.
Redução da tarifa: benefício ou desconforto?
A diarista Maria José, conta que costuma sair meia hora mais cedo de casa para não chegar atrasada ao trabalho devido ao ônibus. Ela comenta que a queda da tarifa, de R$ 1,80 para R$ 0,45, só aumentou o tumulto. "Prefiro pagar mais caro e ter mais conforto do que pagar barato e viver como sardinha".
Já o desempregado Hélio Dias ressalta que o preço da tarifa, agora mais barato, é de grande ajuda para ele que, no momento, está com problemas financeiros. "Saio todos os dias para procurar emprego, se a tarifa do eixo aumentar nem sei como vai ser".
Saúde - Febre amarela mata em Goiás
Hacksa Oliveira
Duas pessoas morreram de febre-amarela em Jataí esse mês. De acordo com laudos médicos, a falta de vacinação foi a causa
Laudo confirmou segunda morte de febre-amarela nesse ano em Goiás. O último caso foi o do trabalhador rural Adelson Avelino, 54, que a quatro anos morava em uma fazenda no município de Jataí e nunca tinha sido vacinado . De acordo com diagnóstico realizado, a única causa da morte foi a falta de vacina, afirma a Gerente de Epidemeologia de Goiás, Magna Maria Carvalho.
A responsável pela investigação dos casos na Vigilância Sanitária de Jataí, Bárbara Avelino, disse que, a primeira vítima, Rogério Sampaio, 23, natural da Bahia e a segunda, Adelson Batista, 54, natural do Rio Grande do Sul, estavam a quatro anos sem vacinar e não procuraram um posto de saúde para se prevenir.
O médico epidemiologista Petronor Carvalho disse que, "Adelson veio de uma região que nunca ouviu falar da doença, talvez esse foi o motivo pelo qual não se preocupou em vacinar". De acordo o epidemiologista, como Goiás é uma região propícia para a transmissão da febre amarela pelo mosquito Aedes aegypti.
Segundo ele, o ciclo do vírus se mantém quando o mosquito pica o macaco (que já foi infectado pelo próprio mosquito) e pica a pessoa que não foi vacinada. "Temos o virús, o mosquito e os reservatórios como macacos e roedores", acrescenta.
Vacinação
Para a Superidentende Estadual de Vigilância Epidemiológica, Magna Maria Carvalho, com a descoberta dos casos de febre amarela silvestre em Goiás este mês – um em Goiânia e outro na Cidade de Jataí- levou a Secretaria Estadual da Saúde a intensificar a vacinação contra a doença.
Uma equipe para imunizar e bloquear a doença foi montada. Cidades da região sudoeste como Rio Verde, Jataí e Chapadão do Ceú por ser municípios banhados pelo Rio Claro vão ter preferência, para evitar que novos casos surjam na região. "A estratégia de vacinação é de que 100% da população seja vacinada", afirma a médica responsável pelo laudo da Vigilância Sanitária de Jataí, Bárbara Avelino.
Segundo Bárbara, o último caso de febre amarela registrado em Goiás foi em 2000, na cidade de Doverlândia, também da região sudoeste, quando turistas adquiriram o vírus nas regiões de risco. De acordo com a Secretária de Saúde, os principais estados considerados como áreas de risco são Goiás, Tocantins, Rondônia, Pará, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
A vacina pode ser encontrada gratuitamente em qualquer posto municipal ou estadual durante o ano todo. E quando a pessoa vai viajar ela deve ser vacinada dez dias antes. Uma dose torna a pessoa imunizada contra a doença por dez anos. A primeira dose deve ser aplicada em crianças a partir dos nove meses de idade. Quem tomou a vacina há mais de dez anos ou nunca foi vacinado deve procurar um posto de Saúde.
Duas pessoas morreram de febre-amarela em Jataí esse mês. De acordo com laudos médicos, a falta de vacinação foi a causa
Laudo confirmou segunda morte de febre-amarela nesse ano em Goiás. O último caso foi o do trabalhador rural Adelson Avelino, 54, que a quatro anos morava em uma fazenda no município de Jataí e nunca tinha sido vacinado . De acordo com diagnóstico realizado, a única causa da morte foi a falta de vacina, afirma a Gerente de Epidemeologia de Goiás, Magna Maria Carvalho.
A responsável pela investigação dos casos na Vigilância Sanitária de Jataí, Bárbara Avelino, disse que, a primeira vítima, Rogério Sampaio, 23, natural da Bahia e a segunda, Adelson Batista, 54, natural do Rio Grande do Sul, estavam a quatro anos sem vacinar e não procuraram um posto de saúde para se prevenir.
O médico epidemiologista Petronor Carvalho disse que, "Adelson veio de uma região que nunca ouviu falar da doença, talvez esse foi o motivo pelo qual não se preocupou em vacinar". De acordo o epidemiologista, como Goiás é uma região propícia para a transmissão da febre amarela pelo mosquito Aedes aegypti.
Segundo ele, o ciclo do vírus se mantém quando o mosquito pica o macaco (que já foi infectado pelo próprio mosquito) e pica a pessoa que não foi vacinada. "Temos o virús, o mosquito e os reservatórios como macacos e roedores", acrescenta.
Vacinação
Para a Superidentende Estadual de Vigilância Epidemiológica, Magna Maria Carvalho, com a descoberta dos casos de febre amarela silvestre em Goiás este mês – um em Goiânia e outro na Cidade de Jataí- levou a Secretaria Estadual da Saúde a intensificar a vacinação contra a doença.
Uma equipe para imunizar e bloquear a doença foi montada. Cidades da região sudoeste como Rio Verde, Jataí e Chapadão do Ceú por ser municípios banhados pelo Rio Claro vão ter preferência, para evitar que novos casos surjam na região. "A estratégia de vacinação é de que 100% da população seja vacinada", afirma a médica responsável pelo laudo da Vigilância Sanitária de Jataí, Bárbara Avelino.
Segundo Bárbara, o último caso de febre amarela registrado em Goiás foi em 2000, na cidade de Doverlândia, também da região sudoeste, quando turistas adquiriram o vírus nas regiões de risco. De acordo com a Secretária de Saúde, os principais estados considerados como áreas de risco são Goiás, Tocantins, Rondônia, Pará, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
A vacina pode ser encontrada gratuitamente em qualquer posto municipal ou estadual durante o ano todo. E quando a pessoa vai viajar ela deve ser vacinada dez dias antes. Uma dose torna a pessoa imunizada contra a doença por dez anos. A primeira dose deve ser aplicada em crianças a partir dos nove meses de idade. Quem tomou a vacina há mais de dez anos ou nunca foi vacinado deve procurar um posto de Saúde.
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