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quarta-feira, 11 de abril de 2007

Estética - Um pecado capital pode ser mortal


Algumas mulheres podem pagar um preço caro pela vaidade de terem suas madeixas alisadas
Monique Arruda

A primeira vítima de alisamento a base de formol em Goiás foi a dona de casa Maria Ení da Silva, 33 anos, moradora de Porangatu. Ela procurou um salão da cidade no último dia 17 e faleceu após três dias. Sua morte ainda está sendo investigada, mas tudo indica que o motivo foi a intoxicação e reação alérgica.

O formol é um produto utilizado para a manutenção de cadáveres, e em funerárias no processo de embalsamento dos corpos, para maior resistência durante os velórios. Na estética, ele passou a ser utilizado devido a sua eficácia no alisamento dos fios capilares.

A técnica em enfermagem Simone Moreira de Souza, 30 anos, mulher simples da periferia da cidade de Formosa foi mais uma vítima. "Eu estava igual a um monstro, senti dormência nas pernas, muita coceira na cabeça, olhos vermelhos e com ardência", diz.

A Anvisa está fiscalizando as indústrias que fabricam produtos estéticos voltados para tratamentos capilares. Já a Vigilância Sanitária está realizando visitas em estabelecimentos para apreender produtos que apresentem alguma irregularidade.

A Associação dos salões de beleza de Goiânia divulgou que o movimento caiu consideravelmente, por causa dos últimos acontecimentos.

Saúde - Vigilância Sanitária apreende produtos clandestinos de escova progressiva

Mais vitímas passam mal com a escova progressiva

Desirée Rosa

A vigilância sanitária enviou sexta-feira à tarde um alerta a todas as regionais de saúde do estado determinando o recolhimento de dois lotes de produtos utilizados na escova progressiva. Os produtos apreendidos são o profissional Sanep e a escova inteligente de chocolate.

Os produtos estão com uso suspenso por não serem registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (anvisa), do Ministério da Saúde, e por conter formol em suas fórmulas. De acordo com o gerente de fiscalização da vigilância sanitária, João Moraes, mais duas pessoas foram vítimas desses produtos. “A suspensão ocorreu após uma denúncia de que duas mulheres foram parar no hospital depois de passar pelo mesmo tipo de produto em Goiânia e Formosa”, diz.

O gerente informou que a preocupação com a escova progressiva não é de agora. A fiscalização se tornou mais intensa após a morte da dona de casa, Maria Ení da Silva, de 33 anos depois de passar pelo tratamento capilar num salão de beleza em Porangatu, em Goiás.

Além disso, o gerente de fiscalização, João Moraes ressaltou que o uso de formol seja em qualquer quantidade é proibido pela vigilância sanitária. A substância só tem uso permitido em cosméticos nas funções de conservante, com limite máximo de uso permitido de 0,2%, e como agente endurecedor de unhas, com limite de 5%.