terça-feira, 5 de junho de 2007

Ministério da Agricultura de cara nova até 2015

A administração e também as atividades desenvolvidas pelos Servidores do MAPA irão passar por um processo de reciclagem e serão aplicadas novas metas de trabalho, com objetivos estratégicos para os próximos 10 anos.

Elen Carola Morgado

O crescimento acelerado do agronegócio trouxe novos desafios para o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), órgão que participou de todo esse processo de desenvolvimento.O planejamento estratégico de funcionamento do Ministerio da Agricultura (MAPA) foi criado em 2005 e aprovado para entrar em vigor no ano de 2006. O objetivo é torná-lo mais ágil e eficiente na prestação de serviço.

A intenção é fazer com que o agronegócio se fortaleça ainda mais. Segundo o Ministro de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Luiz Carlos Guedes Pinto, a agricultura nesses últimos anos cresceu e diversificou-se, contribuindo para o crescimento do País, criando empregos e gerando renda. O ministro afirma que,“dentre muitos dos benefícios está o aumento substancial nas exportações, produzindo superávits crescentes e contribuindo para maior equilíbrio nas contas externas”.

A mudança de Governo não implicará interferência alguma no Plano Estratégico 2006/2015. A reavaliação será feita de dois em dois anos para analisar os resultados.

Fiscalização Agropecuária inova em ritmo de blitz

Goiás contou com o reforço de outros estados para o controle de qualidade de fertilizantes.

Elen Carola Morgado

O município de Catalão, em Goiás, concentra várias empresas produtoras de fertilizantes, sendo assim a fiscalização agropecuária se torna imprescindível. O Estado de Goiás está carente de profissionais (Fiscais) nessa área foi preciso o auxilio de outros estados executar a Ação.

Alguns órgãos procuraram envolver fiscais de outros estados para a realização da fiscalização, como a SEFAG (Serviço de Fiscalização Agropecuária), a SFA/GO (Secretaria da Fazenda do Estado de Goiás) em conjunto com a CFIC(coordenação de Fertilizantes, Inoculantes e Corretivos), a SDA (Secretária do desenvolvimento Agrário) com o MAPA(Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento.

Os Estados que participaram foram: São Paulo com um representante, Paraná com dois, Minas Gerais com dois, o Distrito Federal enviou três e Goiás dois fiscais e um auxiliar de atividades agropecuárias. O grupo foi dividido em três equipes de fiscalização interagindo nas atividades.A fiscalização ocorreu no período de 9 a 13 de abril.

Fortunato Manoel Alves, fiscal federal agropecuário e também um dos representantes de Goiás diz que, “as irregularidades mais comuns encontradas foram referentes à documentação e procedimentos estabelecidos na legislação específica de fertilizantes ( Dec. 4.954/04 e normas complementares)”.

O fiscal diz ainda que, “na referida ação foram fiscalizadas nove empresas locais, gerando nove autos de infração incluindo autuação de fornecedores de matérias primas, o que se deu a um embargo temporário de estabelecimento e seis apreensões de produtos como medidas cautelares”.

O caso citado anteriormente não se trata de uma ação programada para ocorrer de forma sistemática, lembrando que, esta foi a primeira nesse formato, com mais de uma equipe fiscalizando ao mesmo tempo. A fiscalização com a participação de outros estados poderão ocorrer, entretanto, não estão programadas.

Saiba mais sobre a função de um fiscal federal agropecuário
Dentre as funções exercidas estão a fiscalização de produtos destinados ao consumo humano de origem animal e vegetal, a garantia da sanidade dos produtos e a qualidade dos insumos agropecuários importados e exportados.

Autódromo de Goiânia clama por reformas

Circuito está sem condições de sediar grandes eventos automobilísticos

Rodrigo PdGuerra

O Autódromo Internacional Ayrton Senna já foi bem mais que uma casa de shows. Em seus quase 33 anos de existência, a pista recebeu importantes competições de carros, motos e caminhões, como Fórmula-3 Sul-Americana, F-Chevrolet e F-Turismo. O apogeu foi na década de 1980, quando sediou três etapas do Mundial de Motovelocidade, categorias 250 e 500 cilindradas. Na época, a Federação Internacional de Motociclismo considerava o circuito uma das três mais seguras do mundo.

Antes designado simplesmente como Autódromo Internacional de Goiânia, o complexo foi rebatizado em 1994, pouco depois da morte do piloto homenageado. Para muitos aficionados por velocidade, a escolha por Ayrton Senna foi uma ingratidão com Emerson Fittipaldi, que ajudou na criação do traçado e promoveu internacionalmente a novidade no período em que era celebridade mundial – foi bi-campeão de Fórmula-1 em 1972 e 1974. Injustiças à parte, o nome não impediu a perda de potência da pista.

A decadência vem de longe, mas o estopim aconteceu com problemas de asfalto no início da década atual. O piso havia sido reformado para receber uma prova da Stock Car em 2001. Durante os treinos de classificação, porém, pedaços da pista se soltaram, dando vexame em rede nacional. No ano seguinte, muitas das categorias que tinham provas programadas para Goiânia cancelaram suas vindas. A única remanescente de grande porte foi a Fórmula Truck, que trouxe seus caminhões até 2004.

De lá para cá, o pavimento só piorou, deixando a administração sem alternativas. "O asfalto não condiz com a evolução dos carros, bem mais potentes que antes. Hoje, a única solução é arrancar tudo e substituir por um asfalto do tipo CBOQ [Concreto Usinado Quente]", define o gerente executivo da praça esportiva, Sérgio Câmara.

A reestruturação da pista demanda cerca de R$ 5 milhões, sem mencionar os gastos com reformas em boxes, grades, arquibancadas e banheiros. De acordo com Câmara, a Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) já tem todo o planejamento pronto e aguarda algumas licitações. "Só falta o governador meter a caneta", revela.

Num artigo que circulou por competições automotivas pelo Brasil em 2004, o jornalista e narrador esportivo Téo José esbravejava contra a situação do complexo na época, dizendo-se envergonhado por não poder receber seus "amigos da velocidade" em Goiânia, onde nasceu e reside. "Hoje [o autódromo] não tem acomodações com mínimo de conforto para pilotos, equipes e torcedores", denunciava.

Apesar de depositar esperanças na nova administração, Téo José ressaltava que a ação teria de vir de cima, dos governantes, mesmo que por meios indiretos. "No Brasil, a maioria das praças esportivas estão com o Estado. Que tal seguir o modelo dos Estados Unidos, Europa e Japão? Deixar na mão de quem é do meio, de quem tem interesse. A privatização seria uma excelente alternativa", sugeria.

Bem ou mal, o autódromo é querido por pilotos de todo o país pela receptividade do público. Após uma reunião com autoridades estaduais em 2006, Ruben Fontes, representante goiano na Stock Car, demonstrava entusiasmo numa entrevista ao site F-1 na Web: "Seria ótimo poder correr em casa novamente, depois de tanto tempo. A cidade de Goiânia faz falta ao automobilismo nacional". O lamentável é que tanto as esperanças de Téo José quanto as do piloto, já em meados de 2007, não passam de ilusão.

O mercado goiano para bandas de rock

As dificuldades são muitas, mas Goiânia vem se mostrando um bom lugar para divulgar a música., tornando-se palco de festivais de rock renomados em todo Brasil

Arianne Lopes, Clarissa Ramos, Larissa de Souza e Pedro Dias

Goiânia vem se destacando por suas bandas de rock. A cidade se tornou palco de festivais como Bananada e Goiânia Noise, estes referências no cenário nacional. Para João Paulo Martins, ex-integrante de uma banda, o rock goiano vem adquirindo seu espaço de forma que bandas goianas têm se destacado em todo o país.

Goiânia ser conhecida como a capital sertaneja não tira a mérito das bandas de rock. Prova essa é a criação de um selo musical, a Monstro, que incentiva bandas goianas a se projetarem no mercado e o Bananada, evento que ocorre na mesma época que a exposição agropecuária, e atinge um público numeroso, mostrando que não só de música sertaneja vive o goianiense.

O estudante e freqüentador destes festivais Rafael Ataíde Alves diz que quem vive na capital sabe que há muito mais do que música sertaneja. “O goiano está ligado a vários estilos e o mercado daqui possui público para todos os gostos musicais”, completa.

Monara Gomes, vocalista da banda Go Madagascar, diz que existe espaço para todos. Mas a maior dificuldade é a falta de credibilidade e investimento nas bandas de rock. “A banda às vezes pode ter potencial pra despontar no mercado nacional e até mesmo internacional. Se não acreditar, ninguém vai investir, e sem investimento não há como prosperar”, conclui.

João Paulo diz ainda que há preconceitos por parte da sociedade com relação ao estilo adotado pelos “roqueiros”. “Um cabeludo tatuado ainda assusta muita gente, mas estamos aqui para quebrar esse preconceito”, afirma. Rafael não pensa diferente, para ele o rock alternativo tem uma agravante que estimula o preconceito que é o jeito largado. “Aqueles que não conhecem as pessoas culturalmente tem o hábito de rejeitar o que não entendem”, critica.

Já Monara é mais enfática. “É tudo uma questão de gosto. Quem gosta de música sertaneja, geralmente não gosta de rock. Da mesma forma, quem gosta de rock, geralmente não gosta de música sertaneja. Logo, acabam-se formando tribos que defendem seus estilos e criam resistência aos demais”.

Veja entrevista completa com João Paulo Martins. Clique aqui.

Trios elétricos ocupam lugar de carros

Sem corridas relevantes, autódromo se sustenta com eventos não-esportivos, substituindo o cheiro de gasolina pelo de cerveja e boxes por camarotes

Rodrigo PdGuerra


Se depender dos planos do gerente executivo do autódromo, Sérgio Câmara, Goiânia retorna à cena automobilística nacional em 2008. "Etapas do GT3 (de Porsche), da Maserati e da Stock Car viriam para cá", antecipa. Mas por enquanto, no calendário oficial do complexo, só se vê shows de axé, rodeios e outros eventos de grande porte.

"Carro e moto nem pensar. Muito se fala em reforma, mas fica só na conversa. Que não venham com maquiagem, como adoram. Precisa sim de uma obra maior e definitiva. Se é que querem ainda corridas", protesta o jornalista Téo José em seu blog pessoal.

Segundo Câmara, o uso de estruturas como essa para eventos não-esportivos é uma tendência. "Todo grande autódromo do mundo é multiuso", argumenta. "E as locações para shows e espetáculos contribuem com o Fundo Especial de Reestruturação do Autódromo Internacional Ayrton Senna".

No ano passado, o promotor de justiça Marcelo Fernandes de Melo tentou impedir a realização do Carnagoiânia no local, iniciando uma polêmica que se arrastou até a véspera da micareta, que por fim foi realizada lá mesmo. Em 2007, dois eventos de música baiana já passaram pela pista, Axé Go Music (5 e 6/05) e Trivela do Asa (2/06).

Confira vídeos de uma festa de som automotivo, um carro usando a pista para treinar manobras radicais e um show de axé no local.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

UCG- Evolução da dança

Grupo de dança da católica se apresenta na semana de cultura e cidadania

Patrícia Rodrigues


A 3ª Semana de Cultura e Cidadania da Católica aconteceu nos dias 24 a 26 de maio, na Área I. Foram oferecidos serviços grátis nas áreas jurídicas, saúde, teatro, música, dança e filmes. Além de palestras, cursos e oficinas.

O espetáculo de dança apresentado no feriado de quinta feira chamou a atenção pela sua criatividade. Contou a evolução da dança usando vários estilos, jazz, contemporâneo, balé, dança do ventre, entre outros.

O grupo mostrou seu ótimo desempenho deixando a platéia em silêncio durante a apresentação e arrancando vários aplausos.

UCG - Lixo é luxo

Curso de Tecnologia em Eventos promove evento cultural em defesa do meio ambiente
Gustavo Rezende de Souza

O curso de Tecnologia em Eventos da Universidade Católica de Goiás (UCG) realizou o desfile Lixo é Luxo, durante a 3ª Semana de Cultura e Cidadania. O desfile uniu moda e beleza à necessidade de conscientização ambiental. As peças foram produzidas a partir de diversos materiais reciclados.

As modelos desfilaram com camisetas de saco de arroz, cintos de plástico reaproveitado, vestidos de sacos de lixo e outros materiais reciclados. Segundo a estudante e idealizadora do evento, Roberta Martins, “a idéia é mostrar o trabalho do curso e realizar uma ação social em defesa do meio ambiente”.

Mas o evento não terminou quando as modelos deixaram a passarela. Em seguida, entrou a banda Vida Seca, de Goiânia, fazendo música com instrumentos feitos de sucata. Latas de tinta e containers de plástico viraram tambores e até escapamentos faziam som.

De acordo com um dos integrantes do quarteto, Danilo Conan, o grupo é uma forma de protesto pelo meio ambiente. “Somos um exemplo de alternativas viáveis do que se fazer com o lixo”. E complementa Danilo,"sem contar que é uma saída para quem quer fazer música mas não tem recursos para comprar instrumentos”.

A 3ª Semana de Cultura e Cidadania reuniu trabalhos de valor social e cultural de diversos outros cursos. O evento é realizado anualmente e contou com parcerias municipais e estaduais. Foi visitado por autoridades como o governador Alcides Rodrigues e o prefeito Íris Rezende.