A sociedade avança, mas muitos homens ainda acham que têm plenos poderes sobre as mulheres a ponto de violentá-las.
Denise Rasmussen
A comemoração do dia 8 de março gera celebração, reflexão e apontamento de soluções para os problemas como violência e doenças que afligem às mulheres.
Comemorar o Dia Internacional da Mulher pode não representar nada para muitas mulheres e principalmente para muitos homens. A violência contra a mulher ainda existe mesmo com o avanço da sociedade. Dominadas pela vergonha e medo de se expor ao meio social, poucas mulheres procuram uma delegacia para registrar queixa sobre agressão física, ameaça de estupro, calúnia, perturbação de sossego, discriminação de trabalho, preconceito, racismo e assédio sexual.
O silêncio que gera em torno da violência contra a mulher é resultado do processo cultural que a coloca inferior ao homem. O marido acha que tem plenos poderes sobre ela. O tratamento dado ao assunto tem se intensificado nos últimos anos e a imprensa tem ajudado nisso.
A Lei Maria da Penha Maia altera o Código Penal e permite que os agressores sejam presos em flagrante ou tenham a prisão preventiva decretada. Também acaba com as penas em que o réu é condenado a pagar cestas básicas ou multas. Além de outras mudanças, também protege a mulher agredida que esteja em situação de agressão ou que a vida corra riscos.
Neste ano foi lançando pelo governo federal o Plano Nacional de Ações Integradas para o Enfrentamento da Feminização da Epidemia de Aids e outras DST. É mais uma maneira de valorizar a mulher brasileira e protegê-la.
quarta-feira, 7 de março de 2007
Saúde - Para garantir uma boa visão ao longo da vida, é preciso manter exames sempre em dias
O cuidado com os olhos deve começar na infância. O acompanhamento e tratamento feito de maneira correta pode determinar a melhora em casos mais graves. Entretanto é preciso ressaltar que deve-se sempre procurar um especialista
Cristiane Lima
Não existe idade certa para visitar um oftalmologista. Desde a infância é preciso tomar cuidado com alguns sintomas que podem ser relacionados com problemas de visão.
O oftalmologista do Instituto Goiano de Olhos, Luiz Velloso diz que é preciso estar atento à qualquer alteração no campo visual. Se a pessoa sente ardência ou coceira nos olhos, dor nos olhos, percepção distorcida das imagens ou visão de flashes, é sinal de que já está na hora de procurar um especialista.
Segundo Velloso, algumas pessoas com história de doença ocular na família e com diabetes, tem maior chance de apresentar problemas, e por isso, quanto mais cedo se fizer o diagnóstico, maior a possibilidade de sucesso no tratamento.
No caso de crianças, é preciso fazer a primeira avaliação ainda na unidade neo natal. Com o tempo, o acompanhamento se torna necessário, porque após os 5 anos de idade, é comum à essa classe apresentar problemas como: estrabismo ("olho torto"), ambliopia ("olho preguiçoso"), ptose ("pálpebra caída") e erros refracionais, que são a miopia, astigmatismo e hipermetropia.
Com a chegada da fase adulta, problemas como a presbiopia começam a aparecer. Isto é, diminui a capacidade de focar os objetos de perto, havendo assim a necessidade de uso de lentes corretivas para enxergar melhor.
Após os 65 anos de idade os problemas dos olhos podem se agravar. É comum pessoas nessa faixa etária desenvolverem alterações oculares degenerativas como a catarata. Por isso, o oftalmologista ressalta a importância de estar sempre em dias com os exames oculares.
Cristiane Lima
Não existe idade certa para visitar um oftalmologista. Desde a infância é preciso tomar cuidado com alguns sintomas que podem ser relacionados com problemas de visão.
O oftalmologista do Instituto Goiano de Olhos, Luiz Velloso diz que é preciso estar atento à qualquer alteração no campo visual. Se a pessoa sente ardência ou coceira nos olhos, dor nos olhos, percepção distorcida das imagens ou visão de flashes, é sinal de que já está na hora de procurar um especialista.
Segundo Velloso, algumas pessoas com história de doença ocular na família e com diabetes, tem maior chance de apresentar problemas, e por isso, quanto mais cedo se fizer o diagnóstico, maior a possibilidade de sucesso no tratamento.
No caso de crianças, é preciso fazer a primeira avaliação ainda na unidade neo natal. Com o tempo, o acompanhamento se torna necessário, porque após os 5 anos de idade, é comum à essa classe apresentar problemas como: estrabismo ("olho torto"), ambliopia ("olho preguiçoso"), ptose ("pálpebra caída") e erros refracionais, que são a miopia, astigmatismo e hipermetropia.
Com a chegada da fase adulta, problemas como a presbiopia começam a aparecer. Isto é, diminui a capacidade de focar os objetos de perto, havendo assim a necessidade de uso de lentes corretivas para enxergar melhor.
Após os 65 anos de idade os problemas dos olhos podem se agravar. É comum pessoas nessa faixa etária desenvolverem alterações oculares degenerativas como a catarata. Por isso, o oftalmologista ressalta a importância de estar sempre em dias com os exames oculares.
Cidadania - População participa da produção de leis
Comemorando seis anos de existência, Comissão de Legislação Participativa facilita o acesso da sociedade ao processo de elaboração de normas.
Thaís Romão
Thaís Romão
Criada com o objetivo de aproximar o cidadão comum do processo legislativo, a Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados, comemora em 2007 seis anos de existência. De lá para cá, aprovou e transformou em Proposições, 144 sugestões recebidas da população. A participação se dá por meio de qualquer sociedade civil organizada – ONGs, sindicatos, associações, órgãos de classe – que devem apresentar à Câmara dos Deputados uma sugestão legislativa.
Depois de proposta, a sugestão é analisada por membros da Comissão – formada por deputados e deputadas da Casa. Se for aprovada, é transformada em proposta legislativa. Cada proposição terá um tipo de tramitação diferente no Plenário, que pode ser acompanhada pelo site da instituição.
As propostas de Projetos de Leis lideram o ranking de sugestões da Comissão. Proposta de Emendas Constitucionais (PEC) ou de criação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) não são aceitas pela CLP.
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Comissão de Legislação Participativa
SAÚDE - Obesidade infantil cresce gradativamente a cada ano
Alto consumo de alimentos ricos em carboidratos e gorduras são conseqüências do problema
Wilson Fernandes Diogo
A obesidade infantil vem aumentando nos últimos anos. Uma das razões consideradas mais importantes para o crescimento é o consumo de alimentos ricos em carboidratos e gorduras. A prevalência de obesidade encontrada nas escolas apresentou-se elevada, podendo ser considerada um Problema de Saúde Pública, uma vez que representa um valor 7 vezes maior do que a considerada normal para uma população sadia.
Segundo o médico endocrinologista Nelson Pereira de Castro, os períodos críticos de surgimento da obesidade são: os 12 primeiros meses de vida, a fase pré-escolar e a puberdade. Os principais riscos para a criança obesa é a elevação do colesterol, alterações ortopédicas, dermatológicas e respiratórias, sendo que na maioria das vezes, essas alterações são mais evidentes na vida adulta.
De acordo com Nelson, para o tratamento do obeso infantil, existem algumas normas gerais a serem seguidas. È necessário uma dieta balanceada que determine crescimento adequado e manutenção de peso; exercícios físicos controlados e apoio emocional individual e familiar. A educação nutricional é essencial, pois visa a modificação e melhoria dos hábitos alimentares.
Para o médico é indispensável a presença de uma equipe que consiste, em médico, nutricionista, educador físico, e um outro profissional de extrema importância, o psicólogo. Algumas causas da obesidade podem ser psicológicas, como a rejeição materna, falta de afeto, depressão, pais superprotetores e alcoólatras.
A psicóloga Neide Pimentel assegura que para obter bons resultados no tratamento da criança obesa, é importante a cooperação dos pais, que devem estar conscientes de que a obesidade é um risco e que gera problemas na vida adulta.
Wilson Fernandes Diogo
A obesidade infantil vem aumentando nos últimos anos. Uma das razões consideradas mais importantes para o crescimento é o consumo de alimentos ricos em carboidratos e gorduras. A prevalência de obesidade encontrada nas escolas apresentou-se elevada, podendo ser considerada um Problema de Saúde Pública, uma vez que representa um valor 7 vezes maior do que a considerada normal para uma população sadia.
Segundo o médico endocrinologista Nelson Pereira de Castro, os períodos críticos de surgimento da obesidade são: os 12 primeiros meses de vida, a fase pré-escolar e a puberdade. Os principais riscos para a criança obesa é a elevação do colesterol, alterações ortopédicas, dermatológicas e respiratórias, sendo que na maioria das vezes, essas alterações são mais evidentes na vida adulta.
De acordo com Nelson, para o tratamento do obeso infantil, existem algumas normas gerais a serem seguidas. È necessário uma dieta balanceada que determine crescimento adequado e manutenção de peso; exercícios físicos controlados e apoio emocional individual e familiar. A educação nutricional é essencial, pois visa a modificação e melhoria dos hábitos alimentares.
Para o médico é indispensável a presença de uma equipe que consiste, em médico, nutricionista, educador físico, e um outro profissional de extrema importância, o psicólogo. Algumas causas da obesidade podem ser psicológicas, como a rejeição materna, falta de afeto, depressão, pais superprotetores e alcoólatras.
A psicóloga Neide Pimentel assegura que para obter bons resultados no tratamento da criança obesa, é importante a cooperação dos pais, que devem estar conscientes de que a obesidade é um risco e que gera problemas na vida adulta.
Moradia - ONG de Goiânia voltada a moradia é homenageada
Associação Morar Bem é reconhecida como movimento popular e mostra expectativas para este ano
Ludmilla Tuicco
A Associação Habitacional Morar Bem recebeu homenagem da Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam) nesta quarta-feira, 7, por se destacar no atendimento à famílias carentes no estado de Goiás. A ONG iniciou suas atividades jurídicas no ano de 2004, mas já existia como Movimento de Moradia desde 1998 no Jardim Curitiba III pela iniciativa de apenas cinco pessoas.
O diretor administrativo Walnei Rodrigues relata que na época haviam famílias ameaçadas de serem despejadas por ocuparem uma área verde do bairro. Por isso se juntaram para apoiar as famílias e organizar a população após a desocupação para que fossem cadastradas e iniciar um movimento de moradia.
A Morar Bem é uma entidade sem fins lucrativos de caráter civil e hoje possui um banco de dados com aproximadamente três mil famílias cadastradas para receberem o benefício da casa própria. Para atender a toda demanda conta com o apoio do Crédito Solidário (Governo Federal), da Caixa Econômica Federal. Walnei revela que empresários se dispõem a negociar terrenos para que sejam construídas casas populares.
Desde o início de 2007 já foram construídas e aprovadas 120 casas. Segundo o diretor, a expectativa é de que até o final do ano mais 600 famílias sejam atendidas.
Para se cadastrar junto a Morar Bem é necessário que os interessados preencham formulário e que comprovem renda mensal de até cinco salários mínimos. É importante também que residam em Goiânia ou nos municípios vizinhos como Aparecida de Goiânia, Nerópolis, Goianira e Senador Canedo.
Ludmilla Tuicco
A Associação Habitacional Morar Bem recebeu homenagem da Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam) nesta quarta-feira, 7, por se destacar no atendimento à famílias carentes no estado de Goiás. A ONG iniciou suas atividades jurídicas no ano de 2004, mas já existia como Movimento de Moradia desde 1998 no Jardim Curitiba III pela iniciativa de apenas cinco pessoas.
O diretor administrativo Walnei Rodrigues relata que na época haviam famílias ameaçadas de serem despejadas por ocuparem uma área verde do bairro. Por isso se juntaram para apoiar as famílias e organizar a população após a desocupação para que fossem cadastradas e iniciar um movimento de moradia.
A Morar Bem é uma entidade sem fins lucrativos de caráter civil e hoje possui um banco de dados com aproximadamente três mil famílias cadastradas para receberem o benefício da casa própria. Para atender a toda demanda conta com o apoio do Crédito Solidário (Governo Federal), da Caixa Econômica Federal. Walnei revela que empresários se dispõem a negociar terrenos para que sejam construídas casas populares.
Desde o início de 2007 já foram construídas e aprovadas 120 casas. Segundo o diretor, a expectativa é de que até o final do ano mais 600 famílias sejam atendidas.
Para se cadastrar junto a Morar Bem é necessário que os interessados preencham formulário e que comprovem renda mensal de até cinco salários mínimos. É importante também que residam em Goiânia ou nos municípios vizinhos como Aparecida de Goiânia, Nerópolis, Goianira e Senador Canedo.
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Vida acadêmica-A Universidade Católica de Goiás adquiriu novos títulos para a biblioteca do Campus V
Com um investimento de aproximadamente 325 mil reais a Instituição comprou 5.150 livros privilegiando os alunos de Direito
Esley Carvalho
A Universidade Católica aumentou o acervo da biblioteca do Campus V, porém, houve certa negligência com os alunos dos cursos de comunicação. Segundo Letícia Gomes Lima, auxiliar da biblioteca do Campus V, a maioria dos títulos são reservadas aos alunos de Direito. "Mais da metade dos livros são de temática jurídica", constata a auxiliar.
"A Biblioteca Central é a mais procurada, possui mais de 146.200 mil volumes registrados no acervo", acrescenta Letícia. A biblioteca central conta ainda com coleções de materiais especiais, que somam mais de 5.000 volumes, entre mapas, teses, relatórios técnicos, discos, fitas, slides, partituras, folhetos, gravuras e obras raras.
Esley Carvalho
A Universidade Católica aumentou o acervo da biblioteca do Campus V, porém, houve certa negligência com os alunos dos cursos de comunicação. Segundo Letícia Gomes Lima, auxiliar da biblioteca do Campus V, a maioria dos títulos são reservadas aos alunos de Direito. "Mais da metade dos livros são de temática jurídica", constata a auxiliar.
"A Biblioteca Central é a mais procurada, possui mais de 146.200 mil volumes registrados no acervo", acrescenta Letícia. A biblioteca central conta ainda com coleções de materiais especiais, que somam mais de 5.000 volumes, entre mapas, teses, relatórios técnicos, discos, fitas, slides, partituras, folhetos, gravuras e obras raras.
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Dia Internacional das Mulheres é comemorado com palestra sobre Lei Maria da Penha
Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, 8 de março, a Comissão da Mulher Advogada promoveu ontem o Seminário Lei Maria da Penha X Família.
O evento que iniciou as 18h 30 mostrou esculturas e telas de Celvo Afonso, com os temas " Mulheres, vidas interrompidas" e " Vida sem violência: Um direito das Mulheres".
O momento mais esperado foi a palestra da Vice- Presidente do Conselho Tutelar e Delegada Titular da Delegacia da Mulher de Goiânia, Dr. Mirian Aparecida, sobre a aplicação prática da Lei Maria da Penha.
Sancionada no começo de agosto do ano passado, a Lei cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher.
O exemplo da mulher que foi espancada e sofreu duas tentativas de homicídio, pelo marido, dá nome a uma conquista do Governo Lula para as mulheres do Brasil. Hoje, Marias da Penha de todo Brasil se amparam na Lei que leva uma triste história em seu nome para a proteção das mulheres brasileiras.
Débora Noleto
O evento que iniciou as 18h 30 mostrou esculturas e telas de Celvo Afonso, com os temas " Mulheres, vidas interrompidas" e " Vida sem violência: Um direito das Mulheres".
O momento mais esperado foi a palestra da Vice- Presidente do Conselho Tutelar e Delegada Titular da Delegacia da Mulher de Goiânia, Dr. Mirian Aparecida, sobre a aplicação prática da Lei Maria da Penha.
Sancionada no começo de agosto do ano passado, a Lei cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher.
O exemplo da mulher que foi espancada e sofreu duas tentativas de homicídio, pelo marido, dá nome a uma conquista do Governo Lula para as mulheres do Brasil. Hoje, Marias da Penha de todo Brasil se amparam na Lei que leva uma triste história em seu nome para a proteção das mulheres brasileiras.
Débora Noleto
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